MARKET STATUS
ECONOMIC SUMMARY
The Trump administration has adopted tariffs as a foreign policy tool, creating economic and financial uncertainty. Despite the temporary stability provided by deregulation and tax cuts, protectionism could exacerbate global economic disparities and hamper the recovery of the economic cycle. The escalation of a trade war is a significant risk, with the US imposing tariffs on imports from Mexico, Canada and China, which has responded with moderate measures. The impacts are more pronounced for direct trading partners of the US, while Europe tends to be less affected. At the same time, the pandemic and advances in artificial intelligence are accelerating the global economic reconfiguration, making the context even more volatile.
Recent data shows that the Portuguese economy exceeded expectations in 2024, with GDP growth of 1.9%, driven by domestic demand and private consumption, despite the slowdown in investment. Inflation stood at 2.4%, slightly below the previous year but above the 2% target, reflecting fluctuations in energy prices and the resilience of services. The labour market remained resilient, with the unemployment rate at 6.4%, helped by the contribution of the foreign population, which represents 10% of residents and is, on average, more qualified. With balanced public accounts and a budget surplus higher than expected, Portugal has consolidated its position as one of the Eurozone countries with the lowest financing costs. Growth of over 2% is projected for 2025, supported by the stability of the labour market and the moderation of commodity prices.
In February, economic indicators showed mixed signals. The economic climate slowed to 2.4%, due to falling confidence in services, while industry, construction and retail showed improvements. Inflation continued to fall, but rigidity in service prices and global uncertainty could make convergence towards the 2% target more difficult. The private sector loan portfolio reached levels not seen since 2015, reflecting a buoyant market, while deposits remained close to historic highs.
On the international stage, Germany faces political and economic challenges after the elections, needing a coalition to push through tax reforms and defense investments. The European Commission has launched measures to boost competitiveness, including regulatory simplification and the energy transition. In the US, the economy grew by 2.8% in 2024, but political uncertainty affected confidence in early 2025, leading to declines in sentiment indices. Nevertheless, industry recorded a slight recovery, and the House of Representatives approved a budget plan supported by Trump, foreseeing tax cuts and increased spending on defense and immigration, awaiting approval in the Senate. This context shapes a challenging economic outlook, where stability will depend on the adjustment capacity of the various economic agents.
Sources: INE, BdP, BPI research, Eurostat, yahoo finance; ECB, turismo de Portugal
DEVELOPED ACTIVITIES
i. Current Management
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"O QUE SIGNIFICA REALMENTE INVESTIR?"
Imagine plantar uma semente. Para que esta cresça, precisa de cuidados: rega, luz solar e tempo. Eventualmente, esta pequena semente pode transformar-se numa árvore frondosa, capaz de dar frutos, fornecer sombra e até servir de abrigo para pássaros. Em essência, isto é um investimento. Investir é adquirir um ativo ou bem com o objetivo de gerar rendimento ou valorização ao longo do tempo. Ao comprar um ativo com a intenção de obter um retorno financeiro no futuro, em vez de o consumir imediatamente, está a investir. Trata-se de abrir mão de algo hoje, como o seu dinheiro, esperando que ao longo do tempo esse valor cresça. No entanto, assim como plantar uma semente não garante que se transforme numa árvore, investir não garante lucro. Todo investimento envolve risco.
Risco e retorno andam de mãos dadas. O retorno é o ganho potencial de um investimento, enquanto o risco representa a incerteza desse retorno. Quanto maior o risco, maior pode ser a recompensa – mas também a possibilidade de perda. O investimento imobiliário é também uma opção atrativa para muitos investidores, pois pode oferecer retornos elevados tanto através da valorização dos imóveis como da geração de rendas. No entanto, ao contrário dos mercados financeiros, onde os preços são determinados pela oferta e procura de forma mais transparente e eficiente, o mercado imobiliário projeta expetativas que podem ser influenciadas por fatores imprevisíveis que condicionam o seu valor e o tempo em que a criação de valor ocorre. Condições macroeconómicas, mudanças nas taxas de juro, alterações legislativas, atraso em obra, burocracias e até eventos inesperados que de alguma forma, podem afetar ou não o valor dos ativos imobiliários.
Investimentos considerados seguros, como certificados de aforro e obrigações do tesouro, tendem a oferecer retornos mais baixos devido à sua menor volatilidade, maior previsibilidade e garantia. Por outro lado, ativos mais voláteis, como ações ou unidades de participação, podem gerar retornos elevados, mas estão associados a um nível de risco mais elevado. Compreender esta relação é essencial para construir uma estratégia de investimento equilibrada e alinhada com os seus objetivos financeiros a longo prazo.
O conceito de risco é frequentemente mal compreendido pelos investidores. Normalmente, associamos risco a perigo: atravessar uma estrada sem olhar ou entrar numa jaula com leões são ações imprudentes. Contudo, no contexto dos investimentos, o risco vem acompanhado de uma potencial recompensa. Pense no seguinte exemplo: Se alguém lhe oferecer 1€ para subir um degrau numa escada, provavelmente aceita. Se subir mais um degrau por 2€, também poderá aceitar. No entanto, à medida que sobe, chega a um ponto onde o risco de queda se torna maior do que a recompensa, e é nesse equilíbrio que encontra o seu nível de tolerância ao risco. Ao investir, o mesmo princípio aplica-se. Ao comprar ações de uma empresa, se esta tiver um bom desempenho, poderá obter ganhos. Mas, se o desempenho for fraco, pode acabar por perder parte do investimento. Diferentes empresas apresentam diferentes níveis de risco e retorno e é importante avaliar até que ponto se sente confortável com esse risco.
Investir envolve riscos, mas esses riscos podem ser geridos através de estratégias adequadas e embora o risco nunca possa ser eliminado, existem formas estratégicas de o reduzir. Ter um gestor especializado pode ser uma vantagem crucial, pois permite mitigar riscos e maximizar retornos. Um gestor experiente tem o know-how necessário para avaliar oportunidades, antecipar tendências e gerir eficientemente os ativos, reduzindo a exposição a riscos desnecessários e garantindo um melhor desempenho do investimento. Risco não significa necessariamente perigo – quando bem compreendido, pode representar oportunidades para crescer o seu património de forma inteligente e sustentável.
Nuno Santos, Asset Manager
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March 2025